A pergunta que mais aparece no meu WhatsApp não é sobre valor, nem sobre horário. É essa: "E na primeira sessão, eu preciso ter o que falar?"
A resposta é não. Mas a pergunta diz muita coisa. Ela diz que a pessoa está procurando ajuda e ao mesmo tempo se cobrando pra chegar lá pronta, organizada, com tópicos preparados. Vou explicar, com calma, como costuma ser.
1. O contato inicial
Quase todo mundo me escreve pelo WhatsApp ou pelo formulário do site. Não precisa de história, nem de explicação grande. Pode ser uma frase: "oi, gostaria de marcar uma sessão". Eu respondo em até 24 horas em dias úteis, geralmente no mesmo dia.
Nesse primeiro contato eu pergunto algumas coisas práticas (sua disponibilidade de horário, se já fez terapia antes, o que está te trazendo agora) e te passo valores, plataforma e o que precisar pra você decidir.
2. O agendamento
Depois do "ok, quero marcar", a gente combina dia e horário fixo. As sessões são online, por videochamada em plataforma segura (Google Meet ou similar). Eu envio o link antes da sessão. Você só precisa de:
- Um ambiente reservado, onde você possa falar sem interrupção
- Fones de ouvido, se possível
- Conexão de internet estável
- 50 minutos livres na sua agenda (a sessão dura 50 min)
Pagamento da primeira sessão é feito antecipadamente, via Pix. Eu te aviso quando o link estiver pronto.
3. A sessão em si
Aqui vai a parte que costuma surpreender: você não precisa chegar pronta. Não precisa ter lista, não precisa ter clareza, não precisa nem saber por onde começar.
A primeira sessão é um encontro de escuta. Eu pergunto. Você fala o que tiver pra falar. Se não tiver, a gente conversa sobre o silêncio também.
Costumo perguntar:
- O que te trouxe pra procurar terapia agora
- Como você descreveria o momento que está vivendo
- Se já fez terapia antes, como foi
- O que você espera (ou teme) desse processo
Algumas pessoas chegam chorando. Algumas chegam rindo nervosas. Algumas chegam em silêncio. Tudo está bem. Não tem jeito certo de começar.
4. O que acontece depois
No final dos 50 minutos, eu costumo perguntar duas coisas: como foi pra você, e se faz sentido a gente seguir. Você pode dizer sim, pode dizer não, pode dizer "quero pensar". Tudo é respeitado.
Se a gente seguir, combinamos a frequência (semanal ou quinzenal), o horário fixo e o que faz sentido trabalhar primeiro. A partir daí, é um processo: nem todo dia tem insight, nem toda sessão é grande. Mas todo encontro constrói algo.
5. E se eu não quiser continuar?
Sem problema. Não tem compromisso de continuidade na primeira sessão. Se você sentiu que não rolou, que não foi a profissional certa pra você, ou que ainda não é hora, está tudo bem. Você só me avisa, e a gente encerra com cuidado.
Encontrar a profissional certa importa. Não tem nada de errado em procurar outras pessoas até bater a sensação de "aqui eu consigo falar".
Algumas perguntas que recebo antes da primeira sessão
Preciso preparar alguma coisa pra falar?
Não. Mas se quiser, anote três coisas: (1) o que te incomoda hoje, (2) o que você gostaria que fosse diferente, (3) o que mais te assusta nessa busca por terapia. Esses três pontos costumam abrir uma conversa boa.
E se eu chorar?
Pode chorar. Pode rir. Pode passar por raiva, alívio, vergonha, tudo. Sentir em sessão é parte do que faz a sessão funcionar.
E se eu não souber o que dizer?
Eu pergunto. Sempre tem por onde começar.
É melhor terapia online ou presencial?
Há estudos mostrando resultados equivalentes. Eu atendo exclusivamente online desde 2020 e a maioria das pessoas se adapta bem nas primeiras sessões.
Para encerrar
Se você está aqui pensando em marcar uma primeira sessão, sabe o que costuma ajudar mais do que ler artigo? Marcar e ir. O resto a gente descobre junto.
Quando quiser, me escreva.
Conteúdo educativo, não substitui avaliação clínica individual.